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Como segurar a florada do seu cafezal, produzindo Mais, com Menos, Sempre

A obtenção de altas produtividades é o resultado de uma sequência de decisões assertivas, que tem início desde o plantio de mudas de alta qualidade e seleção de variedades clonais, até práticas de manejo ao longo do ciclo, que permitem um adequado desenvolvimento das plantas. Ao mesmo tempo, sabemos que o sucesso do agricultor, também, depende grandemente das condições climáticas, as quais podem ser extremamente desvantajosas e causar perdas severas em produtividade, especialmente, se tais condições coincidirem com a época de florescimento até o enchimento dos grãos (granação), chamada de fase reprodutiva.
É sabido que, as plantas quando na fase reprodutiva tornam-se ainda mais suscetíveis aos inúmeros fatores estressantes, não apenas ligados ao clima, mas a pragas e doenças, também, ocasionando perdas que podem chegar a até 70% do potencial produtivo.
Portanto, fica a questão: como reduzir os danos causados por estresses? Para isso, precisamos entender que esses estresses causam nas plantas um grande desequilíbrio hormonal, aumentando muito a produção de um hormônio chamado etileno, que durante o florescimento e frutificação, os prejuízos podem ser irrecuperáveis, pois causa a queda de grande quantidade de flores e frutos, gerando grandes perdas em produtividade.
Por isso, é relevante a adoção de tecnologias e práticas de manejo na fase reprodutiva que ajudem as plantas a reagir melhor às condições estressantes, atuando desde o controle ou inibição da produção de etileno, para que as plantas segurem mais flores e frutos, até permitindo que elas resistam melhor às doenças e tenham condições de encher melhor os grãos, impactando diretamente na produtividade.
Buscando controlar ou inibir a produção de etileno pelas plantas, podemos e devemos usar tecnologias disponíveis que nos possibilitem a redução ou mesmo o bloqueio da sua produção, através de soluções fisiológicas e nutricionais, minimizando estresses, garantindo que um maior número de flores se transforme em frutos.
Além disso, é fase de florescimento e formação dos frutos que tanto as condições climáticas favoráveis, quanto o alto índice de enfolhamento das plantas fazem com que a pressão de doenças seja maior, causando grandes perdas, pois reduz área foliar e aumenta a queda flores e frutos, mesmo com excelentes fungicidas disponíveis no mercado e amplamente utilizados em agricultura. Manejando as plantas nutricionalmente, especialmente com micronutrientes, pode-se favorecer a produção de compostos naturais de defesa pelas próprias plantas, que combinado ao manejo com defensivos, permite maior eficiência no controle do agente causador da doença.
A evolução de pesquisas na área agronômica tem cooperado para o desenvolvimento de tecnologias modernas que permitem ao agricultor buscar novos patamares de produtividade, reduzindo a queda excessiva de flores e frutos, contribuindo para maiores retornos aos seus investimentos
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